Dimensão pessoal e trabalho em 2022: uma visão da força de trabalho global

Descubra insights essenciais para manter a competitividade e motivar seus funcionários

O que os trabalhadores querem e como a sua empresa pode responder a isso?

Agora que as empresas começam a se recuperar da pandemia da COVID-19, o Research Institute® da ADP realizou uma pesquisa on-line com 32.924 trabalhadores em 17 países do mundo entre 1 e 24 de novembro de 2021. Ela incluiu mais de 8.685 pessoas trabalhando exclusivamente na "gig economy", a "economia de bicos".

A pesquisa tinha dois objetivos: avaliar a opinião dos trabalhadores e apoiar as empresas que desejam se tornar empregadores que pensam no futuro, mantendo a competitividade e a resiliência.

Os seguintes temas surgiram:

Satisfação com o trabalho

Nove a cada dez (90%) estão satisfeitos com seu trabalho atual, embora 41% estejam somente "um pouco satisfeitos". O otimismo sobre o trabalho está forte, em 88%, mas está abaixo dos níveis pré-pandemia.

Remuneração e benefícios

O salário é uma prioridade, com 65% querendo mais horas por maior remuneração. Mesmo assim, os trabalhadores continuam entregando mais de um dia de trabalho (8,5 horas) em horas extras semanais não pagas.

Saúde mental

O estresse no trabalho atingiu níveis críticos, com 67% passando por isso pelo menos uma vez por semana, comparado a 62% antes da pandemia. Um a cada sete (15%) se sente estressado diariamente e 53% acredita que seu desempenho esteja sendo prejudicado.

Evolução do trabalho

O bem-estar pessoal e a vida fora do trabalho estão em foco, intensificando o desejo por melhores condições de trabalho, maior flexibilidade, trabalho remoto e uma cultura de trabalho mais justa.

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Como os empregadores podem navegar pelas mudanças no local de trabalho

A pesquisa revelou que o trabalho não é mais só uma questão de salário e outros benefícios financeiros. Para gerar o sentimento de segurança e satisfação no trabalho entre a equipe, as empresas precisam considerar o seguinte:

  • pagamento e progressão
  • equilíbrio entre vida pessoal e trabalho
  • bem-estar e família
  • valores corporativos

Nunca houve tanto em jogo, já que a mudança nos últimos dois anos em como e onde trabalhamos gerou uma reavaliação das prioridades. Os trabalhadores estão dispostos a ir embora se os empregadores não atenderem a seus padrões em diversas questões, como flexibilidade no trabalho e políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). A pesquisa destacou que dois terços (64%) das equipes considerariam procurar um novo trabalho caso fosse obrigatório voltar ao escritório em tempo integral.

Como os empregadores podem ajudar

Os empregadores precisarão:

  • Fazer as perguntas certas para entender melhor os funcionários.
  • Entender como a mentalidade predominante mudou.
  • Adequar sua abordagem.

Os empregadores podem ter que tomar decisões ousadas e desafiar suposições, mas muitas empresas já se tornaram adeptas disso nos dois últimos anos.

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Reavaliando o trabalho

A segurança no trabalho se mostrou uma ilusão nos últimos anos, com muitos trabalhadores perdendo o emprego ou sendo colocados em licença. Como resultado, isso gerou uma reavaliação do significado de segurança do trabalho para as equipes. Está cada vez mais claro que os trabalhadores querem mais de seus empregadores, pois muitos querem trabalhar para empresas com cultura e valores alinhados com os seus. O sentido de segurança no trabalho agora está relacionado ao conjunto completo e cada vez mais diverso de benefícios que os empregadores estão — ou não estão — oferecendo a nível individual e corporativo. Isso tem grandes implicações para o recrutamento e a retenção de equipes, particularmente quando os empregadores estão tendo que atrair um grupo de talentos remotos de uma área geográfica maior.

Vamos dar uma olhada mais de perto:

Diminuição da segurança no trabalho

Mais da metade dos trabalhadores (54%) dizem que a segurança do trabalho é importante, mas somente um quarto dos respondentes (25%) pensam que seu trabalho ou setor é seguro. É uma queda com relação a 2021, quando mais de um terço (36%) dizia isso.

Mudanças na carreira

A vasta maioria (71%) dos trabalhadores dizem já ter considerado uma grande mudança de carreira nos últimos 12 meses. Enquanto isso, 23% estão ativamente procurando outro trabalho.

Evolução do trabalho

Com 21% considerando se tornar autônomos, e 20% querendo fazer uma pausa temporária ou trabalhar meio período (19%). Em geral, 52% consideraram realocação dentro do país em que vivem.

Visão mais holística do trabalho

Para cerca de um terço dos trabalhadores, horas flexíveis ou gostar do trabalho é importante (33% e 32%, respectivamente). Quase um terço (23%) diz que a progressão na carreira é uma prioridade.

Equilíbrio entre vida pessoal e trabalho

Dois terços (65%) gostariam de mais horas por mais pagamento. Sete a cada dez (71%) gostariam de horas de trabalho mais flexíveis, como uma semana de trabalho de quatro dias, e cerca de metade (52%) aceitaria uma diminuição no pagamento em troca de garantia de flexibilidade.

Diversidade, equidade e inclusão (DEI)

DEI agora é uma questão decisiva. Quase 6 a cada 10 (59%) trabalhadores acreditam que seus empregadores têm uma política de pagamento com equidade de gênero e 57% pensam ter uma política de inclusão e diversidade.

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Por que os empregadores precisam ouvir: a fuga de talentos

Cerca de um terço dos empregadores (32%) falam sobre a importância de políticas de DEI mas ou não têm uma, ou nunca sequer mencionaram uma (34%). Os empregadores correm o risco de se colocarem em desvantagem competitiva se não buscarem os melhores candidatos no grupo mais amplo.

As empresas podem ter dificuldades para manter mulheres altamente especializadas e qualificadas, ou trabalhadores de etnias e históricos diversos. Esse impacto deve afetar negativamente o modo como a empresa, seus valores e sua marca são percebidos pela equipe e pelos candidatos, além de outras partes interessadas, como clientes e acionistas.

Os números reforçam isso:

  • Aproximadamente três quartos (76%) dos trabalhadores considerariam buscar um novo trabalho se descobrissem que havia uma disparidade salarial entre gêneros ou nenhuma política de diversidade e inclusão (DEI) em sua empresa (76%).
  • Ainda que mulheres sejam mais propensas a dizer isso, os homens não ficam muito atrás, e os jovens têm particular convicção sobre isso.

Foco na: América Latina

Satisfação com o trabalho:

87% dos trabalhadores no Brasil estão satisfeitos com seu trabalho, 86% no Chile e 85% na Argentina.

Nessa região, a falta de progressão na carreira para 47% e o aumento das responsabilidades sem pagamento extra (42%) são os maiores obstáculos para os trabalhadores.

48% na Argentina citam atrasos no pagamento como um problema, um quarto (25%) no Chile e 15% no Brasil citam pagamentos incorretos.

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Trabalhadores mudando suas prioridades

Em geral, a pesquisa mostra que os trabalhadores estão pensando com mais profundidade do que nunca sobre o que realmente querem do trabalho — e da vida. A lista pode incluir pagamentos mais altos, maior flexibilidade, mais apoio, novos desafios, mais reconhecimento, melhores perspectivas ou uma cultura mais inclusiva e justa. Seria bom os empregadores terem tudo isso em mente. As equipes de RH têm um papel vital como mediadoras entre as duas partes, ajudando a alinhar necessidades e aspirações para fortalecer o moral em um momento de mudanças radicais contínuas e enorme incerteza. Isso não será uma tarefa fácil, mas para os empregadores que conseguirem acertar isso, a recompensa será uma força de trabalho mais estável, comprometida e produtiva.

Use nossa pesquisa como uma ferramenta para apoiar sua transformação dos negócios.

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